quinta-feira, 2 de julho de 2015

Eugénia Grandet

Honoré de Balzac (1799-1850) Tours - Paris. Ecritor romancista

3€ Alfarrabista  

 
Balzac apresenta-nos a família Grandet, assombrada pelas típicas obsessões humanas: amor e dinheiro.  Patriarca da família, o senhor Grandet, rico vinhateiro, sofre de uma avareza dantesca; a sua família vive numa pobreza lastimável e sob um regime orwelliano para que não se gaste um tusto. Eugénia, a filha única,  devido à vasta fortuna do progenitor, vê a sua mão disputada pelas famílias mais ricas da cidade provinciana de Saumur.

O escritor realista, pode ser enfadonho nas descrições do envolvente, mas compensa com proficiência, nas do psicológico. Criando várias lufadas de ar fresco ao longo da história, como o aparecimento do primo Grandet, jovem aristocrata parisiense desdenhoso de toda aquela população e modo de vida do interior. O primo será a grande paixão de Eugénia. Esta com uma visão quixotesca de quem descobre o primeiro amor, terá uma enorme desilusão.

O final perfeito tem tanto de trágico como de irónico, o senhor Grandet morre no escritório contemplar toda a sua fortuna. E Eugénia acaba por se casar por conveniência, com um modo de vida que deixaria o déspota, seu pai, orgulhoso. 

 Típico romance da época, que explora o pecado, a religião e o amor aos olhos de Balzac no pós-revolução francesa, que nos demonstra o porquê do seu nome ser incontornável. Sempre perspicaz e com observações gracejadoras. Ficamos então a conhecer os vícios de uma época algo distante mas, obviamente, muito pouco diferente dos dias de hoje. 


'' A lisonja nunca emana das grandes almas, é o apanágio dos pequenos espíritos, que se diminuem ainda mais para penetrarem melhor na esfera vital da pessoa à roda quem gravitam'' Balzac 

   Vilhena Lopes


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