Mary Shelley (1797-1851), Londres. Escritora, contista, dramaturga e ensaísta de profissão.
1€, Feira da Ladra
Frankenstein não é o monstro, mas sim o seu criador. Ou será o monstro o criador de um monstro sem igual? Tal como o monstro humano criador do deus bíblico monstruoso? Não pretendo aventurar-me em temas em que denoto extrema ignorância.
A filosofia do viver, das ambições, desgostos e quereres, imanentes ao espírito humano, estão bem patentes nesta estória que ante um curto número de páginas, tantas emoções transparece.
Victor Frankenstein surge-nos como sendo um eterno viajante, que sozinho ou acompanhado pelo seu amigo Clerval, se cultivam a uma velocidade alucinante; no entanto Victor terá de debater-se com o facto, intransponível, de ter criado um ser gigante e totalmente inadaptável ao mundo por nós habitado.
A brutalidade dos sentidos, o furor da vida e a desgraça que lhe é implícita é, de forma brilhante, exposta em "Frankenstein".
"A vida é tenaz e prende-se ainda mais aqueles que a odeiam."
"O homem que torna a sua cidade natal pelo mundo é mil vezes mais feliz do que aquele que aspira tornar-se demasiado grande." Mary Shelley
Martim Infante, 17 de Novembro de 2014
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